TERMO DE CONCORDÂNCIA DE POSTURA DOUTRINÁRIA

TERMO DE CONCORDÂNCIA DE POSTURA DOUTRINÁRIA E ECLESIÁSTICA DA ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL
Nós, pastores membros da OPBCB (ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL) declaramos perante a organização, a denominação e a sociedade em geral:

  1. Cremos na inspiração verbal e plenária das Escrituras Sagradas, a Bíblia, inspiração em gênero, número e grau e defendemos a hermenêutica histórico-gramatical literária.
  2. Cremos na Bíblia Sagrada como única Palavra de Deus; consideramo-la inerrante, verdadeira, fiel, isenta de manchas ou erros, não precisando de novas versões ou releituras modernas para a sua plena compreensão.
  3. Cremos que não há mais revelações divinas nos dias atuais, sendo a Bíblia a revelação completa e suficiente de Deus, sem necessidade de acréscimos.
  4. Cremos que os chamados “dons de sinais” (revelação, profecia, cura, variedade de línguas e interpretação das mesmas) restringiram-se à era apostólica e como tal serviram para credenciar a primeira geração de salvos, não se repetindo nos dias atuais. No entanto, sendo admissível que alguns que crêem que esses dons possam acontecer nos dias de hoje, formalizem à comissão sua posição teológica para prévia avaliação de suas considerações, que deverá ser embasada pelos fundamentos da hermenêutica.
  5. Cremos que o Batismo no (do ou pelo) Espírito Santo é concedido ao crente no ato de sua regeneração e não se constitui em bênção posterior (Efésios 1.3).
  6. Cremos na absoluta inexistência de apóstolos modernos como ministério hierárquico vigente na Igreja Cristã; só aceitamos a existência de pastores (que também são chamados anciãos, bispos, epíscopos ou presbíteros) e diáconos.
  7. Cremos que não existe ministério pastoral feminino e que o ministério só pode ser exercido por homens vocacionados por Deus e que estejam enquadrados nos critérios bíblicos relacionados ao ofício.
  8. Cremos que métodos de crescimento de igrejas (G12, M12, Igrejas com Propósitos, Rede Ministerial e congêneres) não são compatíveis com uma boa igreja batista doutrinariamente sadia e conservadora.
  9. Cremos que campanhas de oração com dias estipulados ou proclamação de jejuns públicos ou louvores exaustivos de dias inteiros são orientações pagãs e sincréticas que não devem ser obedecidas.
  10. Cremos que a teologia da prosperidade, teologia da libertação e outras vertentes modernistas não são compatíveis com o ministério batista.
  11. Cremos que a separação entre Igreja e Estado deve ser seguida pelas igrejas batistas, não sendo lícito receber doação de terrenos públicos, troca de favores, ou que pastores transformem os seus púlpitos em plataformas políticas ou trampolim para futuras candidaturas.
  12. Cremos que o culto cristão deve ser realizado de forma ortodoxa, cristocêntrica, com decência, ordem e em caráter tradicional, sem os modernismos e sincretismos religiosos vigentes.
  13. Cremos que a pregação ocupa o lugar central do culto cristão e que toda a liturgia deve girar em torno da mensagem proclamada.
  14. Cremos que a coreografia religiosa e expressões de dança não são compatíveis com o culto cristão.
  15. Cremos que a oração pública deve ser ordeira e organizada, onde todos dizem amém à oração de alguém, participando, se desejarem, com frases baixas, não atrapalhando outros cultuantes.
  16. Cremos que a música nos cultos deve conduzir os participantes à verdadeira adoração espiritual; cremos que deve ser veículo na transmissão da evangelização, levando inconversos à salvação, e os salvos à edificação espiritual e à prática da Palavra de Deus.
  17. Cremos que o ministério da música cristã deve ser exercido por crentes comprometidos com as igrejas e que não transformem as execuções em shows ou espetáculos para auto-promoção.
  18. Cremos que o pastor deve orientar que não é papel do líder de cânticos avulsos ou do ministro de música fazer pequenas pregações no meio dos hinos, desviando a atenção da pregação oficial do culto.
  19. Cremos que o uso de músicas desprovidas de fundamento teológico batista, produzidas e utilizadas por seitas e determinados segmentos religiosos e mesmo por algumas igrejas batistas, assim como comunidades e grupos neo-evangélicos, não são adequados ao culto cristão.
  20. Cremos ser errado pagar pessoas ou grupos para louvar a Deus, pregar a Palavra ou testemunhar conversões, exceto a oferta voluntária ou combinada para custeio de despesas, compatíveis com as condições da congregação.
  21. Cremos que o traje dos oficiais da igreja devem primar pela seriedade e relevância, preferindo roupas sociais para ambos, principalmente para os seus oficiais; cremos que a indumentária ajuda a identificar a reverência da celebração e a postura sagrada do culto, não no sentido ritualístico, mas na importância do ato.
  22. Cremos nas relações fraternas entre igrejas batistas, desde que tenham grandes pontos de igualdade e o mínimo de divergências; acreditamos na possibilidade e na relevância de intercâmbio entre elas, e às vezes com outras igrejas protestantes e evangélicas.
  23. Cremos que não há comunhão entre igrejas batistas com igrejas de outra fé e ordem, mormente igrejas neopentecostais; assim, não admitimos vigílias ou atividades compartilhadas entre neopentecostais, católicos, espíritas ou ecumênicos.
  24. Cremos que não é correto igrejas batistas participarem de marchas para Jesus, louvorzões ou congressos com ministrações neopentecostais ou eventos de caráter eminentemente político.
  25. Cremos que os pastores devem orientar suas igrejas a não participarem de bailes, baladas gospel ou eventos seculares que contrariem os princípios cristãos aceitos.
  26. Cremos que aniversários ou casamentos de crentes não podem ser poluídos com celebrações regadas à música mundana, bebidas alcoólicas ou comportamentos que coloquem em risco a ética cristã.
  27. Cremos que pastores não devem fazer dívidas que não possam pagar.
  28. Cremos que pastores devem ser hospitaleiros e de bom testemunho entre a comunidade.
  29. Cremos que pastores devem aprimorar a própria cultura, buscando formação teológica adequada para defender a sua fé.
  30. Cremos que os pastores devem ser leais no matrimônio, cordatos nas relações e graves em suas colocações.
  31. Cremos que os pastores não devem compactuar com os pecados na vida dos crentes, mas fazer uso da boa disciplina bíblica, quer seja educativa, corretiva ou cirúrgica.
  32. Cremos que os pastores não devem levar ao púlpito palestras de auto-ajuda, mas manter íntegra a qualidade do “assim diz o Senhor”, com toda a autoridade bíblica.
  33. Cremos que os pastores não devem participar de organizações pentecostais ou ceder à pressões em prol de convívio com associações ecumênicas de ministros e igrejas.
  34. Cremos que os pastores devem ser leitores contumazes, mestres do bem, elegantes em suas colocações, destacando-se de forma qualificada na sociedade.
  35. Cremos que o púlpito não deve fazer uso de linguagem coloquial que transforme a pregação em algo de baixo nível; jamais deverá usar palavrões ou palavras feias, chulas, frases de mídia, português mal aplicado, equiparando o púlpito à modernidade de moral pobre.
  36. Cremos que os pregadores devem buscar a excelência, fazendo uso de linguagem sadia e rica, desenvolvendo prédicas lógicas e sermões bem estruturados, ajudando na formação da opinião do povo cristão, contribuindo na boa educação cristã e teológica dos ouvintes.

Nisto cremos e isto defendemos, na graça do Senhor.

Estou plenamente de acordo com o inteiro teor deste documento e DECLARO que os itens nele contidos, têm sido a postura doutrinária e eclesiástica por mim adotada e o fundamento do meu ministério pastoral.