PERGUNTAS E RESPOSTAS IMPORTANTES SOBRE A OPBCB 

  1. A OPBCB está propondo tomar o lugar da OPBB? Não. Não tencionamos ocupar o lugar da OPBB. Tencionamos unir pastores cujos pensamentos sejam semelhantes para fins de comunhão, de mobilização, de compartilhamento, de organização. A nossa oração é para que a OPBB reflita nos itens que alistamos em nosso MANIFESTO e pondere suas decisões, voltando aos valores distintivos bíblicos e batistas.
  1. A OPBCB está querendo deixar a CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA? A OPBCB não é composta apenas de pastores cooperantes com a CBB. Porém, a maioria é. Nossa missão não é incitar ninguém a se desfiliar nem é intenção destes pastores pedir a desfiliação da CBB. O nosso propósito é unir-nos nesta Ordem alternativa com fins de cooperação, amor, organização, estudos etc.
  1. O que seria a COMUNHÃO BATISTA CLÁSSICA? Primeiramente uma lista de internet com o objetivo de unir aqueles que possuem visão similar, na discussão construtiva das questões teológicas, eclesiológicas, litúrgicas e denominacionais. Em segundo lugar, será a união de igrejas que também tenham os mesmos ideais, no afã de se confraternizarem, de conviverem, de realizarem juntas atividades evangelísticas, educacionais, musicais e teológicas.
  1. A OPBCB é apenas um grupo de pastores frustrados com a OPBB, um grupo ansioso pelo poder a qualquer custo? Não. Nenhum dos seus sócios está frustrado com nada. Alguns de seus sócios ocupam cargos importantes em subsecções da OPBB. Portanto, não precisam de nenhum poder paralelo. O propósito é doutrinário, não administrativo. A motivação é ideológica, não política. Nenhum de nós busca poder, fama, influência; o nosso desejo é manter firme e acesa a chama da ortodoxia batista e conviver com outros de pensamentos similares.
  1. Qualquer pastor batista pode filiar-se à OPBCB? Qualquer pastor batista biblicamente ordenado pode se filiar, desde que aceite o nosso MANIFESTO e deseje cooperar conosco. Pastores que não sejam filiados à OPBB, independentes, de igrejas batistas de outras ramificações (exceto as carismáticas) poderão ingressar também, sem nenhum impedimento de seus compromissos denominacionais.
  1. A OPBCB mantém comunhão com a OPBB? Os pastores da OPBCB mantém plena comunhão com a denominação, exceto nos itens contra os quais protestam. Assim, não há qualquer quebra de comunhão, animosidade ou desejo de cisão.
  1. A OPBCB será uma entidade oficial? Teremos estatuto próprio, registraremos a entidade nos devidos cartórios e buscaremos credenciamento nas diversas esferas da sociedade organizada. Queremos munir seus participantes de carteiras e cartões representativos, bem como manter uma boa entidade, trazendo benefícios tanto para quem participa quanto para a preparação de novos obreiros.
  1. Pode um pastor batista clássico ter amizades com pastores de outro pensamento batista, ou de outras denominações, ou com padres católicos? Pode pregar em suas igrejas? Pode participar de cultos ecumênicos? Um pastor batista clássico deve ser respeitador de todo e qualquer outro pensamento humano, mormente opiniões diversas no meio cristão. Contudo, respeitar não é ACEITAR, ADMITIR, COMUNGAR. Respeitar é reconhecer a diferença sem admiti-la para si. Assim, um pastor batista clássico pode e deve ser amigo dos demais pastores batistas que não tenham posição clássica. Sua postura respeitável e respeitadora certamente será um belíssimo testemunho de prática cristã. Contudo, em seus relacionamentos, deve viver com clareza seus distintivos. Um pastor batista pode ter amizade com pastores não batistas. Mas deve ser por estes reconhecido como BATISTA na prática, não só no nome. Deve primar pela pureza do evangelho em suas colocações e não baratear a graça em nome de um convívio. Um pastor batista clássico pode pregar em qualquer igreja evangélica que o convidar. Porém sua prédica deve ser fiel à sua fé. Ele não deve se portar como camaleão, adquirindo cores e gostos locais em prol de amizade, afetividade ou conveniência. Como estamos primando pela forma clássica e elegante, não deve ir pregar por aí sem estar trajado socialmente (hoje isso conta como testemunho.) Exceto em retiros e ocasiões claramente informais. Não deve seguir a tônica dos cultos incompatíveis com a Palavra de Deus, orando todos ao mesmo tempo, usando emocionalismos etc. Não deve reconhecer nenhum apóstolo como digno de ser assim chamado. Não deve baratear a graça. Um pastor batista pode pregar onde o chamarem, até em seitas. Deve reconhecer a oportunidade para proclamar a Cristo, não mais que isso. PORÉM, não deve participar de cultos ECUMÊNICOS, onde ombreará o culto com padres, rabinos ou médiuns. São cultos INCOMPATÍVEIS com a fé cristã. Aliás, participar de cultos NEOPENTECOSTAIS (não pentecostais), como eventos do jaez MARCHA PARA JESUS, MISSA EM MEMÓRIA, CEIAS AMPLAS PARA EVANGÉLICOS etc., não é recomendável para um pastor batista clássico não ecumenista. Muito cuidado também com ORDENS LOCAIS DE PASTORES E ASSOCIAÇÕES EVANGÉLICAS, cujo comportamento não prima pela ortodoxia, mas por política e por pentecostalismo.
  1. Os pastores batistas clássicos não admitem que se bata palmas durante os cânticos? Cada pastor segue sua própria orientação, mantendo ou não mantendo. O problema não são as palmas, mas o mau uso que delas se faz, quando se tornam “curtição” e carnalidade, cópia dos shows, aplausos para Jesus etc. Cantar “satisfação”, “contente estou” com palmas é opção, desde que com ordem e decência.
  1. Os pastores batistas clássicos exigem linguagem difícil para as pregações? O sermão e o pregador devem comunicar de forma eficaz. Isto significa fazer com que o que se diz seja compreendido. Contudo tornar a mensagem compreensível não significa transformá-la em algo jocoso, chulo, rebaixado ao mais medíocre coloquial. É o que muitos pregadores estão fazendo, seguindo a direção dos apresentadores de TV. Portanto, a pregação deve ser clara, sem ser intelectualista; simples, sem ser simplória.
  1. Como os pastores batistas clássicos enxergam o neopentecostalismo? Enxergam como um cristianismo não verdadeiro, cuja soteriologia é confusa e, não raras vezes inexistente. Consideramos o neopentecostalismo diferente do pentecostalismo. A pneumatologia pentecostal é divergente da pneumatologia tradicional, mas são evangélicos, ainda que assumam posições antagônicas às nossas. Já o neopentecostalismo, que se parece com o pentecostalismo, não evidencia experiência de conversão, senão de falsas teologias de troca com Deus, de benefícios e de poder. Não comungamos com o neopentecostalismo em todas as suas formas.
  1. O que pensam os pastores batistas clássicos sobre o traje para pregações nos cultos? A grande questão do traje é o culto solene da igreja, as atividades oficiais da igreja. A idéia que pastores liberais e modernistas transmitem é que quanto mais informais e mais identificados como quem está “em lazer”, mais real é a atividade do pregador. Isto é uma falácia. O culto ao Senhor não deve ser relegado a isso. Gravata e terno não credenciam um pregador, porém, podem vesti-lo adequadamente. Não são exigências estéticas, mas são critérios sociais importantes. Apreciamos usar terno e gravata para a pregação, mas não exigimos ou não consideramos veste indispensável.
  1. O que os pastores batistas clássicos esperam de seus obreiros na sociedade? Que dêem produtivo e sólido testemunho cristão. Que sejam bons cidadãos, bons maridos, bons pais, bons filhos, pessoas honradas, bons vizinhos, trabalhadores esforçados, que não façam dívidas, que sejam fiéis nas relações conjugais, que tenham uma só palavra, que não levem vida dupla, não se envolvam nos negócios deste mundo etc.
  1. O que os pastores batistas clássicos esperam de suas reuniões de Ordem? Que não sejam transformadas em meras reuniões informais para comer e beber ou para conversar informalmente, mas que sejam encontros piedosos, devocionais, edificantes, fortalecedores das nossas raízes e dos nossos princípios batistas; que seja um compartilhar de experiências e uma “reciclagem teológica e espiritual”. A comida é importante, mas apenas como complemento.
  1. O que os pastores batistas clássicos pensam sobre igrejas que promovem festas seculares em suas dependências (bailes de casamento, festas julinas, boate gospel, etc)? Os pastores batistas clássicos consideram isso pecado, mundanismo, liberalismo e sincretismo religioso. Os pastores batistas clássicos condenam veementemente a prática e protestam com rigor, instando com tais igrejas para que voltem aos fundamentos de nossa fé e de nossa separação do mundo (mundo=sistema falido e pecaminoso de nossa sociedade).
  1. O que pensam os pastores batistas clássicos sobre ação social na igreja? Vêem como uma atitude absolutamente correta, desde que não a transformem num mero assistencialismo filantrópico ou repartição pública.
  1. O que pensam os pastores batistas clássicos sobre vestes femininas ou cantinas na igreja? Cada igreja sabe de suas necessidades, se deve ou não ter cantina. Sobre calça comprida, saia, essa é uma questão local. A questão GERAL é que homem e mulher devem usar roupas adequadas ao sexo que têm.
  1. Qual a opinião dos pastores batistas clássicos quanto ao uso de multimídia (datashow, retroprojetor, etc) Vemos como um instrumento auxiliar. Quando os aparelhos de multimídia se tornam tudo o que uma igreja usa, então criamos uma preguiça mental e/ou congregacional. Para incentivar o aprendizado e a utilização de bíblia e hinário, preferimos que os mesmos estejam nos bancos e em posse de seus membros. Mas é uma questão local. Cada igreja sabe o que é melhor para si.
  1. Os pastores batistas clássicos têm restrições a instrumentos musicais que não o órgão ou o piano? Desde que não sejam instrumentos de adoração religiosa pagã, qualquer instrumento é bem-vindo, quando bem usado e dentro de critérios restritos à música cristã. Os músicos não estão a dar shows, mas a auxiliar no cântico congregacional ou em adoração com momentos especiais. 
  1. O que pensam os pastores batistas clássicos sobre horário de culto?
    Nossa posição é a de I Coríntios 14.40: “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem”. Tudo com decência e ordem. Hora para começar, hora para terminar. E tolerância quando o Espírito Santo mostra algo sui generis: um apelo, um quebrantamento, uma mensagem alongada etc.
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Olá, amigos. Deus chamou-me para o seu santíssimo trabalho. Pela graça dele sou pregador do evangelho. Sirvo-o desde 1980 como cristão e desde 1991 como pastor batista ordenado. Pastoreei as igrejas: Igreja Batista em Vila Souza, SP, Igreja Batista Boas Novas do Jardim Brasil, SP, Igreja Batista em Bela Vista, Osasco, SP e Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, SP.