Percebe-se uma inquietação generalizada. Além do vazio existencial há excesso de vulgaridade. Refiro-me àqueles que se dizem cristãos, pois da parte deles se esperaria algo melhor.

Pessoas que trocam seu perfil (sua foto) com muita frequência, possivelmente têm baixa-estima, e demonstram uma insatisfação com sua própria imagem.

“…digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém (com alta estima – superioridade); antes, pense com moderação (nem alta nem baixa estima, mas auto-estima)…” (Rm 12.3).

A Psicologia Moderna diz que temos que ter auto-estima, mas essa auto-estima (com “u”) pode transformar-se em alta-estima (com “l”). A Bíblia recomenda moderação!

Alguns são tão vazios de conteúdo bíblico que nada tem a compartilhar, mas quando o assunto é futebol, a vitória do seu time ou a perda do time adversário, repentinamente, eles se tornam grandes tagarelas. Eles são “…como o metal que soa ou como o sino que tine.” (1Co 13.1).

Outros achincalham políticos e governantes. É verdade que a nossa plebe política não merece um ínfimo de nossa confiança. O político do Brasil é tão corrupto “…que bebe a iniquidade como a água” (Jó 15.16). Devemos lembrar que “…não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus.” (Rm 13.1), portanto, até para referir-se à eles devemos ser cautelosos (Jd 9). Podemos e devemos denunciá-los, mas não deveríamos aceitar piadinhas que se fazem com eles, pois se você faz piadas e as compartilha, está fazendo o jogo deles (zombe de mim, mas não me denuncie). Devem ser denunciados com seriedade e compostura. Mas quando se ri da desgraça, e se alegra com a corrupção e com o descrédito da autoridade constituída, expõe-se à uma cumplicidade com ela.

Outros são menos privativos, e, sem nenhum pejo de vergonha, transformam seus momentos íntimos num verdadeiro reality show. Não estou falando de intimidade sexual, mas daqueles momentos fraternos entre família e amigos, algo tão pessoal, que não deveria ser exposto à qualquer pessoa. Sem mencionar o perigo que correm por causa dos bandidos que se aproveitam das informações para usarem em ameaças telefônicas ou em outras modalidades de crime.

Alguns tentam se redimir compartilhando frases de efeito. Esbanjam no face frases de Spurgeon, Lutero, Lloyd-Jones, e outros Reformadores e Reformados. Eu até aprecio tais frases, mas preocupa-me o fato de que a grande maioria não têm uma correta compreensão teológica das frases que compartilham. Piores são aqueles que compartilham e curtem frases de filósofos ateus, homens privados da graça de Deus, pervertidos em seus pensamentos, mestres das trevas.

Já observei ministros do Evangelho usando frases da Madre de Calcutá, de Gandhi, de Paul Sartre, etc. Fora do contexto elas são até “bonitinhas” mas se comparadas à verdade revelada de Deus, tornam-se em escória: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.” (Fp 3.7). “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo” (Fp 3.8).

É nosso dever como ministros do Evangelho verificar o conteúdo e a fonte, para servir de exemplo aos fiéis. Se temos uma fonte inesgotável, porque recorrer á fontes duvidosas? “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.” (Is 8.20).

Os mais lights preferem compartilhar brincadeiras. Alguns cristãos pensam erradamente que Chaves é inocente e não tem nenhuma maldade. Cometem grande lapso! Chaves é um personagem rebelde, desobediente, que vive para atormentar os vizinhos com brincadeiras perigosas. Tudo é elaborado de uma forma bem humorada, a fim de mascarar e tornar a rebeldia algo aceitável: “Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira.” (Pv 26.19).

Outros falam de crochê, de comida, de celulares, de jogos… Mamom reina soberano na fanpage; é ele o fã primeiro, e todos o curtem deleitosamente. O deus do consumo não usa marketing para ser conhecido; ele se propaga por meio da cobiça de corações vazios.

Por favor, me entendam, não é proibido falar dessas coisas. O problema ocorre quando priorizamos tais coisas e as valorizamos excessivamente acima dos valores bíblicos: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Is 5.20).

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Sou CRISTÃO, pois creio em Cristo, o Autor e Consumador da minha fé. FUNDAMENTALISTA, pois fundamento minha fé na doutrina dos apóstolos e profetas. BATISTA, pois creio nas doutrinas batistas (Bíblia como única regra de fé e prática, Cristo como Cabeça da Igreja, Sacerdócio do crente, Autonomia das Igrejas Locais, Separação da Igreja do Estado, Duas Ordenanças e Dois Ofícios). CALVINISTA, pois creio nas doutrinas da graça (TULIP). TRADICIONAL, pois creio no culto com ordem e decência (sem bispos, apóstolos, pastoras) e com reverência e piedade (sem gritaria, dança, frenesi). FIEL, pois creio na inspiração verbal plenária dos autógrafos (Sou ACF). "Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." (1Tm 1.15 ACF).